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Como começar a correr: o esporte mais simples - e transformador - que existe

FONTE: RUNNER SHOP (runnershop.com.br)

Existe uma ideia muito comum de que, para começar a correr, você precisa “entrar em forma” primeiro. Como se a corrida fosse um prêmio reservado apenas para quem já tem condicionamento, disciplina ou corpo de atleta.

Mas a verdade é justamente o contrário. A corrida talvez seja o esporte mais democrático que existe. Você não precisa de mensalidade, de uma estrutura complexa ou de equipamentos sofisticados para começar. Na prática, tudo o que você realmente precisa é de um tênis confortável, uma roupa leve e disposição para dar o primeiro passo.

Essa simplicidade é o que faz tanta gente se apaixonar pela corrida. Porque, quando você começa a correr, percebe rapidamente que aquilo nunca foi só sobre exercício físico.


No início, quase todo mundo chega à corrida por um motivo específico.

Alguns querem emagrecer. Outros procuram melhorar a saúde, controlar a ansiedade, ganhar disposição ou simplesmente sair do sedentarismo. Mas existe algo curioso que acontece com quem continua correndo por tempo suficiente: o motivo muda.

A pessoa que começou pela estética descobre que ama a sensação de liberdade depois de um treino. Quem começou pela saúde percebe que correr ajuda a organizar a mente. Quem entrou por curiosidade encontra na corrida um espaço de silêncio, constância e até autoconhecimento.

Porque correr mexe com muito mais do que o corpo.

Com o tempo, você começa a perceber pequenas mudanças no dia a dia. Dorme melhor. Tem mais energia. A cabeça parece menos acelerada. O humor melhora. Até a forma como você lida com desconfortos fora da corrida muda um pouco.

E existe também aquela sensação difícil de explicar para quem nunca correu: terminar um treino cansado, suado… e, ainda assim, se sentir estranhamente bem. Esse é o efeito do runner’s high (o barato da corrida).


Outra coisa que a corrida faz é reconstruir sua confiança.

Porque correr é uma sequência de pequenas vitórias. No começo, talvez seu objetivo seja apenas correr cinco minutos sem parar. Depois dez. Depois completar seus primeiros 5 quilômetros. E, sem perceber, você começa a acumular provas pessoais de que consegue fazer coisas difíceis.

A corrida te ensina algo muito importante: evolução quase nunca acontece de forma explosiva. Ela acontece na repetição. Na constância. Nos dias em que você não estava motivado, mas foi mesmo assim. E isso inevitavelmente transborda para outras áreas da vida.


Muita gente também se surpreende ao descobrir como a corrida pode ser social.

Existe, claro, quem ame correr sozinho — e há algo quase meditativo nisso. Mas grupos de corrida têm uma capacidade única de aproximar pessoas. Porque existe uma identificação instantânea entre corredores.

Quem corre entende o despertador tocando cedo no sábado. Entende o longão de domingo. Entende o cansaço das pernas depois de um treino forte e a felicidade estranha de falar sobre pace, tênis ou gel de carboidrato por horas. E, aos poucos, a corrida deixa de ser apenas um esporte. Ela vira rotina e pertencimento.


Você não precisa de tudo logo de cara

A internet faz parecer que correr exige relógios caros, métricas avançadas, super tênis e dezenas de acessórios. Mas não é assim. O único investimento realmente importante no começo é um tênis e roupas confortáveis para correr. O resto pode vir com o tempo. Primeiro, construa o hábito.


E talvez aqui esteja a principal verdade sobre começar a correr: o segredo não é correr rápido. É continuar correndo. Muitos iniciantes desistem porque tentam fazer demais cedo demais. Querem recuperar o tempo perdido em duas semanas. Querem correr forte todos os dias. Querem sentir evolução imediata.

Mas a corrida funciona de outro jeito. Ela recompensa quem entende o valor do processo. Quem começa devagar, respeita o corpo e aprende a construir base geralmente vai mais longe — e permanece correndo por muitos anos.


No fim das contas, correr é algo muito mais simples do que parece.

É só você, sua respiração e a decisão de continuar dando mais um passo, até que, depois de um tempo, você percebe que a corrida não mudou apenas o seu condicionamento. Ela mudou você.

OPINIÃO: nem sempre a rua é pública.

Já ouviu o termo "correr de pipoca" na corrida?

Ele é usado quando uma pessoa participa de uma prova, sem fazer inscrição. Ou seja: se aproveita da organização e da estrutura montada, sem pagar.

Tá tendo uma polêmica neste momento nas redes sociais, sobre esse tema... e eu gostaria de deixar minha humilde opinião.

Se aproveitar do percurso de uma prova de corrida eu acho muito errado. Não tem a ver apenas com a água que é disponibilizada aos inscritos. A ruas são públicas, mas a partir do momento que a organização "aluga" o trecho para a realização de um evento, durante esse curto período ela passa a ser um espaço particular, destinado somente' a quem nela tem o direito de acessar. Sim - as organizadoras pagam ao município taxas (que não são baratas) para terem o direito de uso das ruas. E os custos não param por aí, pois além da aquisição dos copos de água, envolvem também  a contração do staff para cada esquina do percurso, para o apoio nos pontos de hidração, além dos serviços de segurança, limpeza, montagem da arena, locação de banheiros, e por aí vai.

Então não caia nessa mentalidade da malandragem, achando que esse comportamento não afeta ninguém, porque sim - prejudica muita gente.